TJMA mantém prisão de prefeito e primeira-dama de Turilândia

O Tribunal de Justiça do Maranhão manteve a prisão do prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e da primeira-dama Eva Curió, contrariando parecer do procurador-geral de Justiça que defendia a liberdade provisória dos investigados no caso que apura um desvio de R$ 56 milhões no município.

A decisão foi tomada na segunda-feira (12) pela desembargadora Graça Amorim, da 3ª Câmara Criminal do TJMA, e alcança também outros envolvidos presos na Operação Tântalo II, deflagrada em dezembro de 2025 para desarticular um esquema de corrupção na administração municipal.

O entendimento da magistrada vai na contramão do posicionamento do procurador-geral de Justiça do Maranhão, Danilo José de Castro Ferreira, que havia se manifestado a favor da soltura dos investigados. O episódio provocou uma crise interna no Ministério Público, culminando no pedido de exoneração coletiva de dez promotores que atuavam no Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco).

Além do prefeito e da primeira-dama, seguem presos a ex-vice-prefeita Janaina Soares Lima, o marido dela, Marlon de Jesus Arouche Serrão, e o contador da prefeitura, Wandson Jhonathan Barros. Os promotores que deixaram o Gaeco afirmaram que o parecer da Procuradoria-Geral divergiu do trabalho técnico desenvolvido nas investigações e enfraqueceu o combate ao crime organizado.

Em nota, o procurador-geral afirmou que mudanças em cargos de coordenação fazem parte da dinâmica institucional e que as decisões adotadas respeitam os limites legais. Segundo ele, as prisões preventivas devem ser aplicadas apenas quando estritamente necessárias, conforme a legislação.

Após as exonerações, a Procuradoria-Geral nomeou o procurador Haroldo Paiva de Brito para assumir a coordenação do Gaeco e da Coordenadoria de Assuntos Estratégicos e Inteligência, garantindo a continuidade das investigações.

Na mesma decisão, a desembargadora autorizou a conversão da prisão preventiva da pregoeira do município, Clementina de Jesus Pinheiro Oliveira, em prisão domiciliar, em razão de um tratamento contra câncer de útero, com uso de monitoramento eletrônico.

 

 

Fonte: Agência Brasil

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